Cotidiano

Desapego Involuntário

02.16.17


Lord Byron contemplando a existência da vida pra ilustrar esse post porque: gatinhos ♡.

Bons momentos pra fazer aquela burrada: quando a gente tá feliz. Tipo quando a gente tá na rua, aproveitando a primeira vez em quase duas semanas que o sol resolve aparecer de verdade, tirando umas fotos meia-boca só pra tentar passar em Fotografia. Recebe umas notícias legais, fica feliz e com a cabeça nas nuvens e formata o cartão de memória da câmera sem querer.

Fotos desde 2013 guardadas lá. Pior de tudo: o trabalho e exercícios de Fotografia inteirinhos lá. Podia ter me desesperado, me jogado no meio da rua e esperado alguém me atropelar. Achei melhor rir da minha burrice, comprar um cartão SD novo e ver se um dia recupero os dados do cartão antigo. Graças a Deus já tô bem trabalhada na arte do desapego. Em outros tempos eu estaria chorando. Atualmente me sinto até mais leve quando me deparo com esses recomeços forçados.

Acabei saindo pra fotografar de novo (não dá pra desperdiçar dia de sol e o prazo de entrega é amanhã) e tirei umas 100 e poucas fotos sem perceber. Todas ainda bem meia-boca, mas esse final de período já esgotou toda paciência ou preocupação estética e acadêmica que me restava. Eu só quero que o semestre termine logo, chega.

De qualquer maneira, só apareci para dizer que estou viva. Com uns neurônios a menos e uns fios de cabelo branco a mais, provavelmente, mas viva.

Cotidiano

Notícia Acumulada

12.31.16


Aproveitei essa época de promoções de Natal pra comprar uma cafeteira nova e me facilitar a vida, e a louca dos cafés atacou novamente. Adoro fazer cappuccino em camadas porque você começa a caneca com o gosto amargo de espresso-sem-açúcar (única forma de despertar devidamente pela manhã) e no final fica com o sabor suave do leite. Adoro também porque fica bonitinho pra caramba e eu gosto de admirar café bonito.

Sobre o cafofo: anda com cheirinho de baunilha graças as velas perfumadas da Primark.

Lord Byron é o novo gato residente e os últimos dias tem sido estressantes no quesito felino. Lola, que é possivelmente a gata mais histérica do universo, não aceitou nada bem ter que voltar a compartilhar o espaço e passa a maior parte do dia rosnando e fazendo sons que parecem tirados de filme de terror (é cada gritaria que eu fico até com pena dos vizinhos). Byron, tranquilão do jeito que é, só quer ficar na dele, dormindo no sofá, se espreguiçando no tapete, mordiscando as plantas e implicando com os pombos pela janela, mas Lola está decidida a não deixar ele em paz.

Tem que ter paciência? Tem, e muita. Principalmente quando a gata resolve se vingar vomitando na sua cama e te deixando sem seu único edredom quentinho. Se eu tenho esperanças de que a paz volte a reinar nesse casa? Não sei. Enquanto isso é aceitar a sinfonia de miados, rosnados e outras vocalizações bizarras e passar o dia com um borrifador de água na mão caso role alguma treta.

Já o Natal foi comemorado na casa dos meus pais, com direito a algumas rodadas de Imagem & Ação e muita risada. Daqueles momentos que deixam os músculos da bochecha doendo de tanto sorriso e felicidade. No dia 25 ainda aproveitei para andar pela cidade com os meus pais, gastar dinheiro bem gasto na mega loja chinesa que abriu desde que me mudei e sentar num banco da praça para rir mais um pouco em família (e congelar porque não sei lidar com esse inverno).

E já que é aproveitar pra contar tudo de uma vez só: cortei novamente o cabelo no ombro, um blunt bob, e só o que tenho a dizer é que I regret nothing. Tudo encaminhado para um novo ano maravilhoso.

Cotidiano

Semana No. 45

11.19.16

Começou a desgraça já nas primeiras horas da manhã da segunda-feira. Meu avô, pai do meu pai, faleceu. Um infarto, no meio da noite, pegou todo mundo desprevenido. Meus pais tendo que viajar pra resolver funeral e burocracia. Eu e minha irmã tentando nos arranjar pra tomar conta dos meus irmãos. A desgraça continuou na terça. Acordo no meio da madrugada e tenho a brilhante de ideia de dar uma checadinha rápido nos resultados das polls, ver se a Hillary Clinton já era projetada como presidente dos EUA. Dou de cara com “Trump ganha na Flórida”. Perdi o sono na hora e não consegui voltar a dormir. Passarei os próximos quatro anos fingindo que nada disso aconteceu e que Jed Barlett é na verdade 45º presidente americano e pronto.

Como nem tudo é só desgraça, amém, consegui terminar o primeiro esboço do projeto de tipografia. Perdi o fim de semana inteiro e provavelmente desenvolvi uma tendinite no processo, mas como é boa a sensação de estar em dia com ao menos um dos trabalhos da faculdade. O próximo desafio é conseguir terminar as mais de trinta tarefas de desenho que eu deixei acumular por motivos de: socorro. Sigo na fé (cada vez mais escassa) de que no final do semestre conseguirei apresentar um número aceitável de tarefas para prolongar meu sofrimento em Desenho II. Veremos.


Sexta-feira foi dia de correr feito uma louca do metro até a rodoviária para conseguir viajar para Évora. Cheguei na fila às 12h57 pra comprar a passagem e embarcar no ônibus das 13h. Gostaria de dizer que foi tudo friamente calculado, mas foi na cagada mesmo. Voltar pra Évora é sempre uma sensação meio esquisita de voltar pra casa e de estar longe de casa ao mesmo tempo. Ainda mais esquisito foi estar na casa dos meus pais sem eles estarem lá. Mas foi uma oportunidade deliciosa de passar um tempinho com meus irmãos mais novos, fazer maratona de Lost com eles, jogar um pouco de Fallout 4 e matar saudades dos meus felinos.

P.S.: Esse post era pra ter sido publicado na semana passada, mas acabou ficando esquecido (por falta de tempo) aqui nos rascunhos. Porém, é como diz o ditado: antes tarde do que mais tarde ainda.